Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

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Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by outer on Sat Jul 19 2008, 00:49



E começou o Rock à beira rio.

As portas abriram mais tarde que o previsto mas rapidamente o recinto começou a ser preenchido com centenas de pessoas que abdicaram de mais uns minutitos ao sol e um mergulho neste dia de tanto calor para se dirigirem ao Festival Marés Vivas.
A grande maioria vestia t-shirts dos Sisters of Mercy, a banda mais esperada da noite: “venho ver Sisters claro! Eu e esta malta toda. Curto totil o Peter, mas hoje é Sisters.” Diz o “porta-voz” de um grupo de 11 pessoas todos na casa dos 30/40 anos de idade.
.
O recinto apresenta óptimas condições de espaço, serviços de emergência médica dispersos pelo espaço e uma vista fabulosa para o rio onde se pode ver o por do sol.

O dia, ou melhor, a noite ainda estava para começar, mas a animação e entusiasmo de alguns festivaleiros já se sentia. Entre umas cervejitas (sabia bem com tanto calor) e umas bifanas, lá se íam entretento a conhecer os cantos à casa. Recebiam brindes, como chocolates e revistas, fitas de por ao pescoço, balões, etc, jogavam matrecos, ou simplesmente descansavam numa sombra.

Um dos locais que despertou mais interesse, foi o simulador de formula 1. Podiam participar num jogo, onde tinham que acertar com uma bola numa rede colocada na janela de um carro, ou partir para a aventura da simulação num carro de formula 1.
Devido ao sol intenso, não havia ninguém no simulador porque era impossível ver alguma coisa na televisão. A brincadeira teve que ser adiada para mais tarde.
Para quem não teve oportunidade de ir aos saldos, podia dar um salto ao El Corte Inglês! Não estou a falar daquele edíficio de vários pisos, mas de um recinto muito mais pequeno que se encontra no Marés Vivas.


KLEPHT
Os concertos tinham arranque marcado para as 19h30 no palco da rádio comercial, e nessa mesma hora os KLEPHT subiram ao palco.
Estes cinco amigos de longa data que tocam Pop/Rock cantado em português abriram as honras da casa com um sorriso nos lábios e com uma simpatia contagiante.
Embora esta banda de Lisboa ainda estejam a dar os primeiros passos neste grande mundo da música, já havia que cantasse quase todas as músicas em uníssono com Diogo Dias. Mas voz dos KLEPHT não nos é desconhecido há já alguns anos, pois entra em nossa casa quase que diariamente como VJ da Mtv Portugal.
Durante 45 minutos, os KLEPHT animaram o público tocando as onze músicas do seu primeiro trabalho homonimo lançado no passado dia 10 de Março.
Sempre muito comunicativos, agradeceram a presença do público, dedicavam músicas aos presente e a algumas meninas que punham o braço no ar com uma piada à mistura!
Terminaram com o primeiro single “Antes e Depois”, que fez o público saltar, bater palmas e dançar.



De punho no ar, olhos fechados a cantar com emoção, aos saltos, no mosh, não havia ninguém parado na plateia.
“Ribas és o Maior!” Ouvi!



Este incentivava o público a cantar acenando com os braços, enquanto interpretava exitos e temas do novo álbum “Nada a Esconder”.
Já não deixam dúvidas que TARA PERDIDA é das bandas de Portugal! Os fãns perseguem-nos. Estavam lá três individuos que fizeram centenas de km’s de bicicleta para os ver. Ribas fez questão de lhes agradecer.
Para finalizar esta primeira parte cantada em português no Marés Vivas, os TARA presentearam o público com o conhecido exito “Quanto mais eu grito”.




SHOUT OUT LOUDS

Depois da despedida ao Punk, depressa o públicou virou costas e dirigiu-se ao palco principal que ficava no outro extremo do recinto.
SHOUT OUT LOUDS eram os primeiro a pisar o Palco Marés Vivas. Logo nos primeiros acordes se apercebeu que este quinteto holmiense (habitantes de Estocolmo) estava um pouco, para não dizer bastante, desenquadrado do resto do cartaz.
Com cara de míudos lá interpretavam os seus temas melódicos e muito calmos, com o corpo em movimento de dança a acompanhar.



Na plateia contavamos já com milhares de pessoas que assistiam ao espectáculo. Embora, a maior parte sem se manifestar. Apenas um pequeno grupo, de cerca de meia dúzia de pessoas, saltavam e cantavam ao som desta música alternativa.



Como não podia deixar de ser, deixaram o tema “Tonight i have to leave it”. Ao ouvir os primeiro acordes do tema e as batidas nos agogos, conseguiu-se ver reflectido no rosto de várias pessoas a expressão de surpresa. Parecia que se ouvir tudo a pensar: esta é aquela banda da publicidade de uma marca de telemóveis.
No alinhamento que a banda disponibilizou, vemos dois temas que possivelmente iriam ser interpretados num encore. Este não chegou a acontecer. Não foi um bom dia para esta banda.

Alinhamento: Impossible; South America; Comeback; Parents livingroom; Time Left for Love; Ink; Suit Yourself; Dreaming; Shut Your Eyes; Oh Sweetheart; Normandie; Meat is Murder; PPP; Tonight I Have to Leave It
Encore??: Very Loud; Hard Rain




SISTERS OF MERCY

Chegou o tão esperado momento. 23h30!! SISTERS OF MERCY!
Foi há dois anos a última passagem dos ingleses por Portugal. Concerto que teve lugar no Coliseu de Lisboa.
Apesar de já não lançarem um disco novo há 18 anos, os SISTERS OF MERCY continuam a realizar digressões esporádicas nestes últimos 20 anos. Mas este facto não parece preocupar os fãns. Todos querem é ouvir aqueles temas fortes dos anos 80!



Apesar de toda a expectativa e receio de desilusão, o concerto não encheu de facto as medidas à plateia, embora só o facto de os ter ouvido já seja compensação para muitos.
Um pouco depois da hora marcada, eis que aparecem os tão esperados ícones da música gótica.



Um nevoeiro artificial mas muito espesso marcou todo o espectáculo. Foram muito poucos os momentos em que se conseguiu ver a cara de Andrew Eldritch no meio de tanto fumo. Mas era essa a intenção, claro!
Não podemos negar que atribúi um certo misticismo à banda, mas quem vai ver um concerto ao vivo, quer ver os respectivos artistas.



Vários problemas técnicos afectaram os som dos instrumentos, como a voz de Andrew. Houve uma altura em que o microfone estava com tantas falhas que pela primeira (e única) vez Andrew falou: “What tha fuck was that all about” – comentou chateado para o backstage.



Foi notória a falta de cumplicidade entre membros da banda.
Ben Christo, guitarrista, destacou-se pelos sorrisos e acenos ao público. Por vezes afastava-se do nevoeiro para deliciar a plateia com a possibilidade de tirar fotos.
Terminaram com um dos temas fortes e “desapareceram” sem darmos conta.

Alinhamento:
Jeep/Det; Crash & B; Ribbons; Still; G Ground; F & L & A; Flood 1; Alice;
Anaconda; Summer; Vision Thing; Will I; Flood 2; Corrosio; N; Susanne; Lucretia
Top Nite; Temple of love




PETER MURPHY

E expectativa era agora ver como o “SENHOR BAUHAUS” que ainda em Novembro do passado ano tinha estava em terras nortenhas se iria sair.
Muitos receavam o concerto sair prejudicado pela qualidade de som que calhou aos Sisters Of Mercy.



Mais uma vez, PETER MURPHY não desiludiu. Deu um grande espectáculo com uma voz irrepreensível, muita energia e aquela teatralidade que o caracteriza mas na quantidade certa.



Ao contrário dos colegas que pisaram o antes o palco, qualquer movimento de PETER MURPHY dá uma fotografia perfeita, e a cumplicidade, amizade e carinho entre Mark Gemini guitarrista (The Mission) o baixista Jeff Schwartoff (PMM/Human Waste Project) e Nick Lucero baterista (ex Queens of the Stone Age/The Flys) com Perter Murphy é notória.



E esse carinho é transmitido também aos fãns. Ou com um sorriso, ou com um aceno.
Qual não foi a surpresa de quem assistia o concerto, quando de repente Peter Murphy começa a “escalar” a estrutura do palco, onde fica lá suspenso a cantar.



Já com uma hora e meia de concerto, Peter Murphy ainda tem tempo para um encore.
Infelizmente a qualidade de som caíu em grande velocidade. Tornou-se impossivel estar perto das colunas. A batida era tão forte que nos dava a sensação que ía-mos rebentar.



Mas, o pior foi Peter Murphy ter ficado sem micro. Mesmo ao substituir o avariado,o som ainda demorou a atingir qualidade e volume desejado.



Apesar destes problemas, foi um grande concerto, com uma despedida grandiosa como já nos habituaram: Todos na boca do palco a despedirem-se com uma vénia.

Alinhamento:
Burning from inside; Disappearing; Devills Teeth; Gilding Like a Whale; Hurt;
A Strange Kind of Love; I´ll Fall With Your Knife; Crystal Wrists; Huvolla;
Deep Ocean Vast Sea; Idle Flow
Encore: She’s in Parties; Marlene Dietrich’s Favourite (acústico);
Indigo Eyes (acústico); All Night Long; Cuts You Up; Adrelanaline; Transmission



Para os mais resistentes, a noite não terminou. São três da manhã, mas já se ouve novamente no palco da rádio comercial música.
Está na hora de Synergy e Lat There be Rock.
Aos poucos, foi chegando gente para “abanar o capacete”. Muito tímidos, parados, olhavam para os poucos que estavam descontraidamente a “curtir” o som. Lentamente entraram no ritmo.

Fotos: Helena Granjo
Texto: Sandra Manuel
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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by Rocker on Sat Jul 19 2008, 02:39

Que lindo dia de festival.
As bandas estiveram bem, excepto na minha opinião a actuação dos Sisters Of Mercy. Muitas falhas técnicas e muito fumo em excesso à mistura.
Peter Murphy foi o senhor deste festival.

Backstage continua com reportagem de boa qualidade.
Continuem a fazer um bom trabalho
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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by Sandra Manuel on Sat Jul 19 2008, 19:14

Obrigada Rocker.
Entretanto já vai sair a de ontem!
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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by Krunus on Sun Jul 20 2008, 00:05

Só fui ver os Prodigy, mas sei que Peter Murphy " levantou as ondas ".
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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by Sandra Manuel on Thu Jul 24 2008, 14:21

Um vídeo da Câmara de Gaia com pequenos exertos deste dia e onde podem ver as duas colaboradoras do backstage a passar eheh aos 3.16mn.





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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

Post by Drakos on Tue Jul 29 2008, 02:55

Peter Murphy esteve em grande, pelo ke me disseram. O melhor do dia :)
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Re: Reportagem Marés Vivas 2008 | 17 Julho

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