REPORTAGEM- Festival VAGOS OPEN AIR 2013 / 2º DIA

View previous topic View next topic Go down

REPORTAGEM- Festival VAGOS OPEN AIR 2013 / 2º DIA

Post by MI-13 on Wed Aug 14 2013, 13:53



VAGOS OPEN AIR 2013 2º DIA





10 DE AGOSTO DE 2013
QUINTA DO EGA, VAGOS
LINE UP: WEB, TARANTULA, ROTTING CHRIST, ICED EARTH, GAMMA RAY, TESTAMENT
TEXTO:MIGUEL VIEIRA
FOTOS:RENATA LINO



O 2º dia é sempre o mais forte tanto a nível de cartaz como de afluência de público e isso veio-se a confirmar com a enorme confusão junto do recinto 1 hora antes de se dar o inicio dos concertos.
Era uma tarde de temperaturas altíssimas e nada melhor para fugir do sol abrasador do que junto ao palco onde curiosamente se formava uma confortável sombra.
Se o ambiente já estava animado, com a entrada em palco dos Portuenses Web mais animado o ambiente ficou 
Foi ao som da intro (excerto do tema Journey)e de seguida Life of Agression do excelente Deviance que se abriu o 2º dia do Vagos Open Air 2013.
Os Web já com mais de 25 anos de carreira e com dois álbuns na bagagem não se deixaram acomodar no conforto dessa longevidade e a prova disso foi a forma como em meia hora souberam debitar o seu thrash com uma competência e interacção com o público fantástica.
Mortal Soul seguiu-se e como se de um hino se tratasse foi cantado/entoado em uníssono pelos presentes abrindo o caminho para a parte final demolidora que aí vinha com Awake, (In)sanity, Beautifull obsession iniciaram um frenesim do moshpit e um headbang contagiante.
Para o final ficou If only there was light do seu primeiro trabalho, acabando assim uma actuação segura e muito emotiva com alguns crowdsurfers à mistura,  servindo de mote para um excelente arranque deste 2ºdia do festival com uns Web  bem vivos e como o Vinho do Porto cada vez melhores.


















Outra banda lendária do panorama do metal nacional os Tarântula deram inicio à hora marcada para sua actuação com o seu power/heavy que se enquadrou perfeitamente no espírito que se vivia nesta fim de tarde solarenga.
Foi com três temas seguidos Spiral of Fear, Afterlife, Dark Age do álbum Spiral of fear que conseguiram apelar aos milhares que já se encontravam junto ao palco.
Com Nature of SIn o público já estava bem quente e foi sempre participando nos apelos do simpático vocalista Jorge Marques durante toda a sua actuação.
Apesar de achar que os Tarântula estão habituados a terem mais tempo de actuação não defraudaram os presentes e finalizaram Changes are coming e Face the Mirror.













Já há alguns anos que os gregos Rotting Christ não vinham a Portugal e nada melhor para o fazer com uma implacável actuação não dando descanso aos presentes com um concerto irreverente e que surpreenderam aqueles que torciam o nariz para o black metal que praticam.
Começando com o ritmo lento de The Forest of N´Gai seguido de Athanati Este foram embalando para 1 hora de delírio que pareceu curta para a qualidade dos Rotting Christ.
Não foram esquecidos temas como King of stellar war, Transform All Suffering Into Plagues e a habitual explosiva Societas Satanas(cover dos Thou Art Lord) que arrancou uma enorme nuvem de pó provocado pelo “circle pit” que se instalou.
Fecharam com fortes aplauso com Noctis Era do seu último trabalho e como mais seguidores portugueses.













Pontualidade e excelente qualidade de som são dois pontos que convém mencionar desta 5ªedição do Vagos Open air e foi com essa pontualidade e também qualidade sonora que os americanos Iced Earth abriram com o single Dystopia do álbum com o mesmo nome.
Uma entrada forte seguida dos excelentes Dark Saga e Pure Evil e Bruning times que foi desacelerando com os temas mais calmos.
Matt Barlow o antigo vocalista ainda está na memória de muitos e também passagem da tour de Horror Show em 2001 por Portugal, mas o vocalista Stu esteve à altura e revelou-se capaz de comandar muito bem e com um "grande" John Shaffer na guitarra.
Com um público maioritariamente fã das sonoridades mais Heavy/ power metal a tarefa dos Iced Earth não foi muito difícil por isso com os temas mais calmos e clássicos I died for you, Watching over me e Question of Heaven tiveram o aval do público a participar vivamente.
Houve ainda tempo para The Hunter em encore e com promessa que voltavam brevemente (Janeiro de 2014).
















Com o cancelamento dos Saxon a organização sacou um coelho da cartola ao trazer os Gamma Ray, se havia dúvidas que o seu power/metal fosse conseguir esquecer os Saxon o facto é que revelaram-se uma excelente surpresa.
Foram talvez a banda que tempo tocou no festival, aliás mais tempo que os próprios cabeça de cartaz Testament,  uma actuação de hora e meia cheio de clássicos apropriados para um ambiente festivaleiro.
Kay Hansen além de simpático é um competente vocalista/guitarrista aproveitou e bem o público que os recebeu bem efusiva com temas como Anywhere in the galaxy, Master of Confusion, Rebellion in dreamland.
Os momentos altos desta actuação foram guardados para o final com as covers de Helloween Future World, I Want Ou e os dois clássicos To the metal e Send me a Sign.
Aposta totalmente ganha pela organização que todos os que assistiram agradeceram a substituição.












A banda mais aguardada do festival eram os Testament, a ansiedade era enorme e apesar de quase meia hora de atraso devido ao extenso soundcheck mal Chuck Billy gritou “Are you ready to Rise Upppp” logo se esqueceu esse tempo perdido.
Aparecendo logo de seguida More Than meets the eye, Native Blood e Ture American Hate acompanhado pelos habituais cânticos do público.
Não faltaram os clássicos Into the Pit que, Practice what you preach, Alone ind the Dark e explosivo D.N.R.
As condições boas para um concerto demolidor estavam asseguradas, ainda para mais com Gene Hoglan na bateria que esteve imparável.
Mesmo dando a banda estando a actuar quase em “piloto automático” e um Chuck Billy com um voz fraca muitas das vezes falhando e até mesmo mudando algumas das letras o público foi sempre excecional a responder e a acompanhar a banda em todos os temas.
Após o momento alto de toda a actuaçao dos Testament com Over the Wall onde se viu todo o recinto a fazer headbang e de braços no ar e que se espera que os Testament voltassem para o encore, tal não aconteceu gerando uma enorme frustração para todos aqueles que queriam e mereciam mais.
Um balde de água fria que o público do Vagos Open air não merecia, compreende-se que Chuck Billy não estivesse bem da voz, mas soube a pouco ainda por mais pelo atraso do inicio do concerto que fez com que o concerto tivesse a duração de aproximadamente 1 hora .














Finda assim esta 5º edição do Vagos Open Air que apesar da crise e de um cartaz muitas vezes algo controverso, conseguir através das dificuldades se realizar e com pernas para crescer e se afirmar .
Algumas arestas a limar especialmente no espaço do campismo onde terão que ser criadas mais sombras e também no caminho desde a entrada até ao palco onde havia pouca luz e o caminho um pouco difícil de andar.
De louvar a organização pelo excelente som do festival, desde a primeira banda até à última, são raros os festivais que proporcionam uma certa igualdade sonora a todas as bandas, a relva que impediu o pó e a boa localização do evento.
Esperamos que a 6ª edição do Vagos Open Air traga um bom cartaz para 2014 e que consiga atingir mais público e diversificado.
Até para o ano

avatar
MI-13
Backstage Press | Level 3
Backstage Press | Level 3

Registration date : 2008-02-26
Male Number of posts : 956
Age : 39
Country/ City : Portugal/V.N.Gaia
Preferred Music Style : MEtal

Back to top Go down

View previous topic View next topic Back to top

- Similar topics

 
Permissions in this forum:
You cannot reply to topics in this forum